Estratégia de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel com balanço positivo

Estratégia de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel com balanço positivo

Estratégia de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel com balanço positivo

Estratégia de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel com balanço positivo

08 de novembro de 2018

Finalizado o período crítico de risco de incêndios florestais, a Comissão Municipal de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel reuniu ontem, dia 7 de novembro, no Salão Nobre do Município de São Brás de Alportel para fazer o balanço do Plano de Ação de Prevenção de incêndios florestais 2018.Um balanço entendido por todos como positivo, em resultado de um esforço intenso na prevenção realizado pelo Município e pela parceria alargada que integra entidades locais, regionais e nacionais, assim como pelos proprietários de terrenos florestais e que permitiu que, ao longo de 2018, cerca de 32 ocorrências/ ignições fossem rapidamente resolvidas no concelho.No decurso da reunião foi referida a importância de algumas ações realizadas, nomeadamente as limpezas executadas em muitos terrenos, um trabalho partilhado pelo município e por muitos particulares, que teve um impacto determinante na forma como as ignições puderam ser rapidamente resolvidas.O Plano de Ação Prevenção de Incêndios florestais de 2018 para o concelho de São Brás de Alportel contempla 30 medidas, entre as quais se destaca a limpeza de bermas; a limpeza e manutenção da Rede Viária Florestal; e a realização da Rede Primária de Faixas de Combustível e a realização de Redes Secundárias de Faixas de Interrupção de Combustível, trabalhos de concretização exigente. As ações de fiscalização sobre a limpeza em redor de habitações, o pré-posicionamento de um veículo e da respetiva equipa de bombeiros para combate a incêndios no coração da Serra do Caldeirão, a vigilância na Torre de Vigia da Menta, o patrulhamento do território pelas equipas SEPNA e GIPS da GNR, assim como o patrulhamento realizado pelo Exército Português e ainda a implementação do programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, são outras medidas concretizadas que complementaram este plano de ação.Importa ainda destacar que o Município de São Brás de Alportel tem em curso a obra de construção de um ponto de água na zona sul do concelho, no sítio de Hortas e Moinhos, para abastecimento a helicópteros de combate a incêndios. Os bons resultados deste plano são também, em boa parte, fruto do trabalho de proximidade, realizado entre as várias equipas, que trabalharam no terreno, com o envolvimento da população, no sentido da prevenção e proteção de bens e habitações.A recém-criada Equipa de Sapadores Florestais de São Brás de Alportel, constituída em março, com um vasto trabalho concretizados nestes meses, foi um importante contributo na concretização deste plano.A reunião contou com a presença das diversas entidades locais e regionais parcerias da autarquia, que integram a Comissão Municipal de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel, como é o caso da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, os grupos de intervenção GIPS e SPENA da GNR, a GNR de São Brás de Alportel, a Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, a EDP, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Entidades que partilharam este balanço positivo, dando igualmente conta das dificuldades sentidas no terreno. Uma análise que vai ter impacto no planeamento das intervenções preventivas de incêndios florestais a realizar em 2019.O Presidente da Câmara Municipal, Vitor Guerreiro, enalteceu a boa colaboração entre as diversas entidades e aproveitou a oportunidade para referir que entende como “principal constrangimento à defesa da floresta, a legislação e as políticas de ordenamento do território, que sendo demasiadamente restritivas, com excessivos constrangimentos à intervenção nas zonas rurais, condenam os territórios à desertificação humana. E sem pessoas, não se podem defender as florestas. É premente dar mais autonomia aos município, ao nível do ordenamento do território”.




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