António Zambujo conquistou Santarém com um concerto intimista

António Zambujo conquistou Santarém com um concerto intimista

António Zambujo conquistou Santarém com um concerto intimista

António Zambujo conquistou Santarém com um concerto intimista

O novo álbum de António Zambujo, "Do Avesso", produzido por Filipe Melo, Nuno Rafael e João Moreira, foi apresentado esta sexta-feira, dia 12 de abril, no Teatro Sá da Bandeira.

A sala de espetáculos do Teatro Sá da Bandeira encheu-se para ouvir a voz suave do artista, que convidou o público a celebrar as canções mais recentes, como a que dá nome ao álbum, “Do Avesso”, “Se já não me queres”, “Catavento da Sé”, “Amor de Antigamente”, e os novos arranjos dos temas que já se tornaram clássicos na sua carreira. António Zambujo voltou ao palco para dois encores, onde tocou “A tua frieza gela”, “Até ao Fim”, “Pica do 7”, a pedido do público, que estava maravilhado, tocou “Foi Deus” e “Jogo de Sedução”, terminando a atuação com a música ”Readers Digest”.

Ao oitavo álbum, o músico voltou a reinventar-se e alargou as fronteiras da sua linguagem musical recorrendo à participação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e ao contributo de três dos mais talentosos músicos e produtores nacionais: Nuno Rafael, Filipe Melo e João Moreira.

João Gobern, conceituado jornalista e crítico de música português, escreveu recentemente sobre o percurso único do músico e o seu mais recente disco, “Do Avesso”, «Há o direito e o avesso. A cara e a coroa. O Yin e o Yang. Depois, felizmente para nós todos, há aqueles que, por talento e convicção, por mérito e trabalho, nos vão demonstrando que o mundo não avança a preto e branco mas a muitas cores, múltiplos tons e diferentes matizes, e que as pontes e as sínteses são possíveis e recomendáveis.

O resto é aquilo que já sabemos e que esta caminhada singular nos vem permitindo fixar: que António Zambujo nasceu em Beja, Alentejo, a 19 de Setembro de 1975. Que atravessou uma auspiciosa e sólida infância musical – começou a estudar clarinete com apenas oito anos – e uma adolescência muito ativa nesta atividade que se tornaria o seu ofício, que acabou por fixar-se em Lisboa, onde dividiu o tempo pela experiência diária do fado e pela investida em musicais, garantindo de imediato os primeiros dados que haveriam de o fazer chegar ao lugar, tão difícil como desinteressante de “localizar” onde hoje se encontra.

O cancioneiro multifacetado, estimulante, tão tranquilo na forma como inquieto no conteúdo, de António Zambujo ganha um novo capítulo que, insiste-se, não precisa de rasgar para inovar, seguindo à risca as pulsões de um intérprete e autor que, a cada etapa, se tem valorizado – talvez por não se deixar prender demasiado a raízes óbvias mas limitadoras do talento e da vontade, e procurar, ao invés, dar sempre frutos sumarentos e de travo inesperado. É o oitavo disco de estúdio que o artista publica e, sabendo que o oito é o número da sorte para os chineses, fica claro que, neste particular, a “sorte grande” ganha contornos muito mais globais, porque nos toca a todos. Mais: numa época em que aprendemos a estimar e defender os nossos direitos, ganhamos outro objetivo – fazer finca-pé pelo nosso direito ao (Do)Avesso.»



EM DESTAQUEÚLTIMAS NOTÍCIAS DE Santarém - VER TODAS



PUBLICIDADE




FB